Autores: João Nogueira e Paulo César Pinheiro. Intérprete: João Nogueira. Gravadora: RCA Victor. LP: Pelas terras do pau-brasil.
Pintado com tinta de guerra o índio despertou
Raoni cercou
Os limites da aldeia
Bordunas e arcos e flexas e facões
De repente eram mais que canhões
Na mão de quem guerreia
Caraíba quer civilizar o índio nu
Caraíba que tomar as terras do Xingu
Quando o sol resplandece os raios da manhã
Na folha, na fruta, na flor e na cascata
Reclama o pajé pra Tupã
Que o curimatã sumiu dos rios
E o uirapuru fugiu pro alto da mata
Toda a caça ali se dispersou
Ó deus Tupã
Benze a pedra verde, a muiraquitã,
E os índios estão se juntando igual jamais se viu
Pelas terras do Pau-Brasil
É Kren-akarore, Kaiabí, Kamaiurá,
É Txukarramãe, é Kretire, é Carajá
Eh! Xingu
Ouvindo o som do seu tambor
As asas do condor, o pássaro guerreiro
Também bateram se juntando ao seu clamor
Na luta em defesa do solo brasileiro
Um grito de guerra ecoou
Calando o uirapuru lá no alto da serra
A nação Xingu retumbou,
Mostrando que ainda é o índio o dono da terra
Raoni
Coração
Amazonas
Bate tambor Tupi
Cabeça de branco, peão
Rola no chão Guarani
Uadê! Uadê!
Txucarramãe
Clarão de fofo
A manhã é vermelha
No céu Xingu
Autores: Giuseppe Frippi, Miguel Barella, Ricardo Gaspa, Nazi e Thomas Pappon. Intérprete: Voluntários da Pátria. Gravadora: Baratos afins. LP: Voluntários da Pátria.
O avanço da história Me deixa nervoso É um ritmo tão lento
Cadê o socialismo?
As voltas do mundo Me deixam tão tonto Eu perco o equilíbrio
Cadê o socialismo?
Meu bom comportamento Me deixa confuso Sou um mau elemento
Cadê o socialismo?
Qualquer coisa que eu faça Revela inteligência Revela competência
Cadê o socialismo?